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Recuperação e Proteção de Nascente em Propriedade Rural no Município de Jandaia do Sul

Integrantes da Equipe Unitrabalho participaram do curso de “Recuperação e Proteção de Nascente em Propriedade Rural”, no Município de Jandaia do Sul.

O método utilizado na recuperação consiste em limpar o entorno das nascentes manualmente retirando materiais orgânicos como raízes, folhas, galhos e lama. Na sequência mistura-se o solo peneirado e o cimento para a feiturado solo-cimento numa proporção de 6x1 delimitando a estrutura de proteção e fazendo a barragem, em seguida coloca-se a pedra rachão (preencher toda nascente) e instalam-se as tubulações. A cabeceira é vedada com o solo-cimento também. As pedras têm o objetivo de filtrar a água. As tubulações servem para permitir o escoamento da água e serão dispostas conforme sua função: uma tubulação de 50mm para receber prévio tratamento com água sanitária é instalada na parte superior da nascente, cujo objetivo é que o agricultor faça semestralmente uma desinfecção utilizando água sanitária. Uma tubulação de 50mm com redução para ½ polegada enviará água para consumo, outra tubulação de 50 mm é instalada de 15 cm a 20 cm acima da anterior, tendo a função de extravasor (ladrão) e a tubulação que servirá para esgotar a nascente no período da desinfecção semestral deve ser de 100 mm para agilizar o processo de escoamento.

A estrutura protetora das nascentes tem como objetivo evitar a contaminação, sobretudo da água de beber, já em sua origem, quer por partículas de solo ou por matéria orgânica oriunda das plantas circunvizinhas, insetos e outros.

Nota-se que a proteção e recuperação das nascentes trazem benefícios não apenas para a saúde das pessoas ou mesmo para o saneamento básico mas ela se estende principalmente para a proteção dos recursos hídricos. Com os benefícios ambientais e a melhoria da vazão e qualidade da água, as pequenas propriedades rurais se beneficiam de diversas formas, captando a água para irrigação de hortaliças, no abastecimento de bebedouros para animais e até para o consumo humano.

Com a intensiva mecanização agrícola que ocorreu a partir da década de 80, as nascentes de água sofreram com o processo de assoreamento. A vegetação que compõe a mata ciliar, que é essencial para a preservação destas nascentes, foi severamente destruída, e até mesmo eliminada em certos locais, provocando o desaparecimento de inúmeras nascentes. Casos de eliminação de minas d’água para aproveitamento de áreas para implantação da agricultura eram comuns, deixando famílias e animais, residentes na zona rural, sem o fornecimento de água potável.

As nascentes são enquadradas tecnicamente como área de preservação permanente (APP) e são áreas protegidas pelo Código Florestal (Lei n°. 4.771, de 15 de setembro de 1965). Essas áreas cobertas ou não por vegetação nativa que estão localizadas ao longo das margens dos rios, córregos, lagos, lagoas, represas e nascentes têm a função ambiental de preservar os recursos hídricos, a paisagem, a estabilidade, a biodiversidade, o fluxo gênico de fauna e flora, proteger o solo e assegurar o bem-estar das populações humanas.

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